terça-feira, 7 de maio de 2013

Futilidade ou necessidade?


São 1 da manhã, estou me preparando para dormir, é engraçado como acabo de observar as postagens de meus 'amigos' (na atualidade, palavra vazia) na rede social facebook , como outras vezes fico me perguntando se só eu que sou revoltado ou o mundo está imerso na futilidade? É complicado explicar, entretanto meu coração insiste: quantos postam artigos políticos ou proclamam seu apoio em lindas causas, todavia não sinto firmeza, é quase como se suas atitudes fossem vazias. Somente quem vos fala que acredita que política se faz agora e não se assina algo e espera acontecer? Sou só eu que acho que ir as ruas e lutar e protestar é a melhor maneira de tentar conquistar nossos direitos? Não estou falando que é inútil assinar um abaixo assinado ou desabar através da internete (afinal, cá estou), mas sinto que falta um fogo no espírito, algo como força de vontade de sair, pintar a cara e voltar com os braços doloridos de tanto vibrar.

As vezes, somente em algumas ocasiões, gostaria de ter nascido em uma época de guerra (moralistas, falarão), não pelo massacre ou pelas mortes, mas sim para poder ir e morrer acreditando que estou defendendo minha pátria, pagando com sangue a felicidade de meus compatriotas, em suma, sinto que sou um cavaleiro da Idade Média que fora criado para batalhar nas Cruzadas, mas essas, justo na minha era findaram e fico a conter essa revolta dentro da minha alma.

Por outro lado, sou incapaz de articular uma passeata, talvez por medo da violência ou pela falsa ilusão que terei uma vida feliz ao estudar e enriquecer (como eu espero, rsrs), só sei que nada sei, e levantar essas hipóteses ferem minha máscara de sensatez que ostento, é como o título sugere: sinto necessidade de ser fútil para fingir que sou feliz a cada dia, mas meu lado revolucionário, com duras críticas, mata pedaço por pedaço da minha sanidade, enquanto não acho resposta, deixo-vos um poeminha de minha autoria:

Tem dias que penso em gritar
Tem dias que penso em lutar
Tem dias que penso em falar
Tem dias que sou quem eu quero
Tem dias que amo seus olhos
Mas, de repente, sou o monstro que não pensa
Sou a pena sem tinta
Que em teu coração quer ser feliz

Tem dias que vejo o futuro a brilhar
Tem dias que acho que vou vencer
Tem dias que quero chorar
Mas, de repente, sou o monstro que não pensa
Sou a pena sem tinta
Que em teus olhos quer estar

Tem dias que eu te amo
Tem dias que quero contigo fugir
Tem dias que lembro quem eu fui
Mas, de repente, sou o general que roubou a esperança
A esperança do meu coração

Lucas Oliveira

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